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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pensamento #15 - Problemas de Pontuação

Mim - "Que frio! Quer dizer, eu estou com frio, tu não deves estar, tens o teu imaculado casaco!"
Pochinha - "Por acaso estou. Mas imaculado, ponto e vírgula!"
Mim - "Nunca percebi porque é que se diz ponto e vírgula. Porque é que não se diz outra coisa qualquer?"
Pochinha - "Tipo o quê?"
Mim - "Sei lá, ponto de interrogação, por exemplo."
Pochinha - "Olha, vê. Só ponto não fazia sentido, porque então estarias a acabar a frase e a concordar com ela. Dois pontos também não dá porque indica que vais explicar a seguir porque é que aquilo é assim. Ponto de interrogação não vale a pena porque isso faz-se com a entoação. Ponto de exclamação a mesma coisa. O que é que resta?
Mim - "Travessão."
Pochinha - "Então, mas esse é a mesma coisa que os dois pontos, tinhas que explicar a seguir. E que tal abre parêntises?"
Mim - "Não, já sei! Imaculado, abre aspas!"
Pochinha *rindo* - Ok, e depois como é que fazes?"
Mim - "Então, depois fecha aspas!"

...

Alguém sabe porque é que se diz ponto e vírgula?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pensamento #12 - Quanto tempo demora uma pessoa a morrer quando está a caír no vácuo?

Momentos antes de adormecer; conversa entre Pochinha e Mim, 8 de Setembro de 2009:

A conversa começou em pesadelos... "Odeio aqueles em que estamos a caír..." Interrogámo-nos de novo sobre o que acontece às moscas quando voam dentro de um carro em movimento... A conversa progrediu... "Quanto tempo é que uma pessoa demorará a morrer se estiver a caír no vácuo?" "Bem, podia morrer de desidratação..." "Não, antes disso morria de falta de sono!" "Ou então por causa da força de resistência do ar, depois ia ser difícil respirar e morria de exaustão." "Oh! Mas no vácuo não há ar, por isso não há força de resistência do ar!" "Ah, claro! Então não há o problema de não conseguir respirar!" "Mas espera aí, se estás no vácuo, esás a caír para onde? Não há baixo nem cima!" "Olha, imagina que estamos numa daquelas coisas da NASA, não é? Então, saímos da Terra e paramos aqui: *exemplifica com as mãos um ponto no espaço exterior à Terra, desenhando no ar* "Ah, mas já saíste do campo gravitacional da Terra?" "Já. Então, saímos e o tipinho atira-se." "E cai?" "Não, fica a pairar porque não há ar. Vácuo... Não há ar. Morria lá nada em quatro dias! Morria com falta de oxigénio!"

domingo, 26 de julho de 2009

Pensamento #6 - Crescer

Para todos aqueles que querem chegar a adultos para ter liberdade suficiente para sair à noite e meter-se nos copos:
- NÃO QUERO! Não quero ir para o 11º ano! Não queroooooooo... *snif snif*
- Nem eu!
É o seguinte meus caros: responsabilidades, ter que fazer pela vida, estudar até cair para o lado... tudo isto sucka. E quem quer ser adulto e ter dinheiro para fazer tudo o que quiser tem que passar por isto. Diga-se de passagem que não é muito agradável >.> Nem mesmo para aqueles que até gostam de estudar (assumo todas as culpas).
Provavelmente - não, não é provavelmente - sou mesmo uma pessoa com uma mente com um negativismo nunca tal visto. MAS 10º ano... meh... 11º... eh pah... exames nacionais... stress (fora aquele que eu já tenho por natureza... ou não)... horas sem dormir... testes... trabalhos de casa... Não quero, não, obrigada; a sério acho que o produto que a educação está a apresentar não me está a interessar muito.
No entanto, era o que mais faltava desistir de estudar. Nem pensar nisso é bom. Desistir de estudar.. NO WAY. Passar os dias sem ter mais nada que fazer, pensar naquilo que se podia estar a aprender e que não se está, perder experiências que só quem faz exames nacionais percebe (ahm...).
Não quero ir para o 11º ano.
Mas também não quero ficar para trás.
Hum... Se não há contradição? Claro que há.
Mas é compreensível.
Acho eu.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pensamento #5 - Desculpas

-Pedro! Onde é que escondeste o meu telemóvel outra vez? Eu já te disse que não podes fazer isso!
- De que é que estás a falar? Eu não sei de nada! - E, sem demorar muito, vira-me as costas e foge como uma ovelha a fugir de um lobo.

É mesmo interessante a capacidade que os seres humanos têm de fugir às perguntas que acham difíceis de responder, às afrontações que, porventura, podem pôr em causa a sua reputação ou a sua credibilidade.

De facto, algumas pessoas fazem-no com uma facilidade tremenda (sim, porque nem todos somos iguais, nem todos temos a mesma maneira de fugirmos às situações que nos põem em alerta vermelho...).

Comecei por fazer uma pequena lista de maneiras como se foge a perguntas e a situações indesejáveis. Depois, mais gente se juntou à causa e a lista no final ficou surpreendentemente grande.

Aqui vai a lista com 30 maneiras diferentes de fugir:

1. Mudar de assunto;
2. Fazer a cara de "não-sei-do-que-estás-a-falar";
3. Virar as costas (hey, pode acontecer);
4. Dar a volta à questão, sem a responder directamente;
5. Fazer uma pergunta igualmente embaraçosa (se a que foi feita também o foi);
6. Ignorar;
7. Insultar (mas preste bem atenção com quem está a falar! Não somos responsáveis por qualquer tipo de despedimento);
8. Responder o tradicional "Não tens nada a ver com isso.";
9. Dizer a verdade de uma maneira sarcástica;
10. Gritar: "Olha um pássaro morto a voar!", esperar que a pessoa olhe (normalmente resulta) e aproveitar a oportunidade para fugir;
11. Dizer uma coisa óbvia como se fosse uma grande descoberta;
12. Dizer: "Nunca vais saber...";
13. Dizer: "Sim, Amélia." (mas como é óbvio não vai chamar o seu amigo Rui de Amélia, certo?);
14. Dizer: "Está bem, abelha.";
15. Desatar a rir à gargalhada;
16. Olhar para o relógio sem pilhas do pulso direito e dizer: "Meu Deus, olhem só as horas!";
17. "Sentir" o telemóvel desligado a vibrar, tirá-lo do bolso das calças e dizer: "É a minha mãe, tenho que ir - Sim, mãezinha? (...) Pois foi! Vou já para aí!";
18. "Ai uma baixa de sal, vou desmaiar" e cair redondamente no chão (verifique o q é q está no chão antes de cair, sim?);
19. "Olha uma abelha!... Uma vespa!... Não, é mesmo um zangão!! SOCORRO!" (e ter um ataque de histerismo;
20. Dizer: "Desculpa?"
21. "Ah, já viste é igual à minha", com cara de espanto e a olhar para uma pessoa imaginária atrás daquele que fez a pergunta e quando este virar a cabeça, fugir outra vez;
22. Desatar a chorar e dizer que se sente muito tocado pelo assunto, falariam mais tarde (ou não);
23. Dizer: "Eu depois explico." (tente não prometer nada, porque senão está em sarilhos);
24. "As minhas conversas estão a ser vigiadas... desculpa mas não posso falar deste assunto tão delicado aqui...";
25. Magoar-se (verdadeiramente ou não) e fazer um grande espalhafato;
26. Gritar: "NÃO!";
27. Dizer: "Vai mas é dar uma volta ao bilhar grande.";
28. Dizer: "Vai ver se está a chover";
29. Dizer: "Olha, faz-me um favor e vê se o polícia está a passar multas, sim? Deixei o carro mal estacionado.";
30. Bocejar de boca bem aberta, durante bastante tempo, até o interrogador ficar com vontade de bocejar (demora muito menos tempo do que imaginam) e demasiado preocupado a tentar fechar a boca de vez para esperar pela resposta.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Pensamento #2 - In Flanders Fields

In Flanders Fields the poppies blow
Between the crosses row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.


Lieutenant Colonel John McCrae, MD (1872-1918) Canadian Army